domingo, 30 de novembro de 2025

Ege Bamyasi

Olá, pessoas. Ege Bamyasi dos CAN faz 53 anos de vida. Isto só publicado num blogue. Lindo.


Pior só mesmo uns cotas angolanos no snack bar. Riam bastante. Diziam «Este gajo é lindo» O visado, alvo de chacota, era o patrão do estabelecimento, que dizia mais ou menos nestes termos: «Foda-se, o gajo é lindo», ao que os angolanos riam avinhadamente.


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terça-feira, 25 de novembro de 2025

A Gárgula

Acontece que no Rossio da Sé em Braga levantou-se um tumulto. Era hora de confraternização diante da Sé, com uivos e grande tropelias entre os jovens. Ouviam-se garrafas de cerveja resvalar em miríades. Todavia, pessoas agitavam-se em redor dos lutadores. «Porrada!... Porrada!...» Afonso Cadavez procurava acertar no rosto da criatura, mas dizer que criatura fosse ao certo, ninguém ainda houvera colocado a questão, exceptuando um padre, ali mesmo, àquela hora, vindo da rua do Alcaide em trote precipitado, que se perturbou ao constatar que uma das gárgulas havia sumido do poiso – gárgula que, desde a sua construção, ali estivera como um simples capitel de alvenaria. Os papalvos tão pouco se aperceberam que aquilo diante deles, uma escultura assombrosa com dentes caninos afilados na sua boca profunda, qual Barrabás com ventas poeirentas, fosse precisamente algo ou qualquer coisa de outro mundo. «Porra, o jovem não tem nariz» 
- Idiotas – berrou Afonso Cadavez. - Arrancou-mo este homem.
Entretanto, os papalvos enviesaram o olhar. Questionavam-se. Sussurravam ao ouvido uns dos outros fazendo um sinal à laia de corno. 
— Ele é feito de alvenaria, o monstro – berrava Afonso Cadavez.
Então, tendo para isso arregaçado as saias do hábito negro, o padre repenicou a orelha arrebitada da gárgula e desapareceu numa esquina refundida. Um velhinho magro como um palito e um boné enfiado na cabeça ficou varado: «Valha-me deus, o padre levou o nosso lutador. Com quem vai o rapaz lutar, neste caso?» Após os papalvos se disperarem um pouco tristonhos, o velho de boné enfiado na cabeça olhou a esquina escura onde o padre havia desaparecido, e, tendo para isso amparado a mão mariana pejadas de calos e outras indelicadezas seu queixo, acompanhou os outros.

Tiny nietzsche

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domingo, 23 de novembro de 2025

Ode

O Facebook tem um aspecto estranho: se uma pessoa escreve um pensamento, avulso que seja, de um dia para o outro torna-se absolutamente oco, como que atirado para o ar, breve e transitório, outras vezes idiossincrático mesmo. Pode parecer que estou um pouco à margem da actualidade mas acontece que tenho estado mais vezes no twitter, e é por essa razão que o meu mural está mais deserto (e descartável) que o habitual. Tenho me deparado com algumas passagens no arquivo e isso torna-me permeável. Apenas desejo que sejam o mais tolerante. Obrigado, simpatia a vossa. 


Ivan

Aquando do meu primeiro blogue, com contribuição de um amigo, este sugeriu que acompanhasse o vídeo do Warhol com uma descrição meramente casuística. Posto isto, rematei com um famoso dizer - que despoletou em várias reacções na caixa de comentário -, no qual dizia que Ivan o Terrível não fora apenas assassino como um grande apreciador de Ketchup. Os comentários irromperam com galhardia. Inclusive Fraulein Else: «Hoje a guerra não é propriamente devido ao teu trecho do Ivan; vê como esses temerários querem impôr respeito, já que são indignos de ti?» Eu estava agradecido; e atirava com «beijos para o ar». A resenha teve êxito; mas havia quem não se contivesse, recalcando sobre o que eu acabara de escrever: «Pana! «Juro - respondeu Fraulein -, estes gajos não têm o baralho todo!»

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Last Nite

Estava aqui a pensar
E já nem me ocorre -
Muitas voltas decorre -
Porque comecei a fumar.

É cá um drama...
E a ansiedade é tanta...
Que penso que é ela
Quem me trama.

Agora muito seriamente:
Esta ansiedade bestial
É mulher assanhada e banal;
Acirrada unhas inclemente.

Mulher que fosse carnal
No meu amplexo sucinta...
Mas aquela só me pinta:
Quer me ver no hospital.

Era deixar o tabaco,
Ser sadio e regrado
Abrir um negócio
Para enriquecer um bocado.

Já oiço a falange gritar:
"Ele deixou de fumar"
Vou até lá cumprimentar...
Este gesto salutar.

Diria já com proveito
Tempo houve que foi um suplício
Fumar cigarros em barda, se lícito...
Mas agora não acho jeito.

quarta-feira, 19 de novembro de 2025

CAN

Eu gosto é dos CAN com o pretinho da sorte

Nobody to love

É o que faz não ter devoção por nada, Alberto João

terça-feira, 18 de novembro de 2025

Happy

Pelos vistos estavam à mesa quando decidiram apagar a luz, entre eles um médico grego - médico grego, esse, que rumou ao médio oriente. Pare...