Acontece que no Rossio da Sé em Braga levantou-se um tumulto. Era hora de confraternização diante da Sé, com uivos e grande tropelias entre os jovens. Ouviam-se garrafas de cerveja resvalar em miríades. Todavia, pessoas agitavam-se em redor dos lutadores. «Porrada!... Porrada!...» Afonso Cadavez procurava acertar no rosto da criatura, mas dizer que criatura fosse ao certo, ninguém ainda houvera colocado a questão, exceptuando um padre, ali mesmo, àquela hora, vindo da rua do Alcaide em trote precipitado, que se perturbou ao constatar que uma das gárgulas havia sumido do poiso – gárgula que, desde a sua construção, ali estivera como um simples capitel de alvenaria. Os papalvos tão pouco se aperceberam que aquilo diante deles, uma escultura assombrosa com dentes caninos afilados na sua boca profunda, qual Barrabás com ventas poeirentas, fosse precisamente algo ou qualquer coisa de outro mundo. «Porra, o jovem não tem nariz» - Idiotas – berrou Afonso Cadavez. - Arrancou-mo este homem. En...