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Mensagens

Praystation

Uma altura no restaurante O Alentejano em Abrantes estava a minha irmã a filmar a fachada, está o meu pai na minha peugada após eu dizer algo que o fez despertar a atenção, como tal foi no meu encalço. Lembro-me que estou com um lenço na cabeça à medida que ele se debate comigo a carpir num banco de jardim: «Estás feito quê?» Vê-se a minha mãe incrédula entre chavetas: «Não se faz» Mas também há uma fotografia muito gira estando eu a dormir no sofá com as mãos juntas à face a todo o comprido do papel. Lembro-me que foi no mesmo dia em que estou a fumar um cigarrinho para a câmara, estou eu com o casaco de cabedal do meu pai junto ao televisor e o VCR. 
Mensagens recentes

A Autodidacta

Agora que influenciou os amigos a meu respeito - que eles não se sentem perturbados pelo que diz, e me achar a questionar o comportamento deles -, a Autodidacta faz-se imperturbável. Retrato realista de uma psicopata. Sem abrigo ao ponto de lhe oferecerem cabazes, diz-se liberal.  A Autodidacta, para desafogo da própria, diz querer votar em Marine Le Pen. A Autodidacta é Luso-francesa, creio. O ex-marido, que se divorciou em circunstâncias muito além do recomendado, sofre de doença mental do género obsessivo. A filha de ambos desapareceu durante praticamente dois anos para estar com um indivíduo de situação muito duvidosa. Ambos, mãe e pai, procuraram por intermédio das autoridades desvendar o paradeiro da filha, que no entanto nunca deixou de contactar. A Autodidacta voltou para Portugal. Estabeleceu-se num apartamento a par com uma amiga com quem, suponho eu, reparte as despesas. A filha entretanto voltou para casa do pai, com quem Autodidacta mantém a distância e o mais completo...

A minha Morte

Acho que terei uma morte horrível. Toda a minha vida vivi na sombra e sem amigos, numa constante fantasia longe da minha família. Em todos os momentos, evitei o contacto humano. É horrível pensar a minha juventude, que nunca tive; e quão breve a minha vida decorreu. Não fiz um único plano; não sonhei. Agora estou a reflectir. Vou pensar em mim. 

Death Letter

Este vídeo vence, de longe, qualquer inteligência artificial propagandista dos malucos do riso.

Gamela

Rio-me porque o Gamela recordou o Bunker. Diz que foram buscar fiambre e um saco de pão. Pelos vistos, o meu pai disse qualquer coisa: «Olha para cima» Não é que vejo o meu sobrinho - e o meu sobrinho a olhar para mim. Era o vice-reitor. «Oh meu sobrinho»

Jeff

 Eu não sei desenhar, mas sempre que vejo o Jeff Bridges em Big Lubowski apetece-me rir

A Abécula

Pior sensação. Dormir noite e dia; estar no sofá sôfrego devido ao calor, sem conseguir ler uma linha do livro à cabeceira; e ouvir toda a espécie de merda pegada na televisão; estafado, amodorrado; sem hipóteses de mudar de canal mercê da minha mãe. Ser uma nulidade em todos os aspectos. Fumar cigarros em barda; ir continuamente à janela, sem freio para me conter, vinte em vinte minutos, e depois esta Ansiedade da merda que me impede de viver a esmo, longe de tudo e todos, nos arrabaldes, à noite. Levar com a ignorância da minha mãe, a casmurrice e a própria doença. E das tantas vezes que me olha parada no vão da porta, como dali nada assumisse.