3 de Maio de 2018 Para esquecer Há cerca de uma semana acordei com uma pontada de dor no pescoço, um impenitente torcicolo; queixei-me todo o dia, rogando pragas a tudo. Dois dias depois o foco de dor ainda perdurava; sentia-me deveras angustiado; como se não bastasse, ocorreu-me pensar se não haveria penhascos sobre mim, tal são os dias de depressão – porque eu tenho um medo de morte ao penhascos sobre a cabeça, nomeadamente se eles são ameaçadoramente grandes e pontiagudos. Decidi portanto que nessa tarde me iria deitar na cama e descansar um pouco da atribulação que fora essa semana. Eu já não via nem ouvia coisíssima nenhuma à minha volta; foi como uma poalha de dor que me toldou o espírito. Mais tarde vim a saber que o meu cunhado estivera no hospital à conta de um mau jeito nas costas, pensando para mim se também eu não teria feito melhor consultar um médico; mas não, muito provavelmente iria ficar horas a fio com uma pulseira com prioridade mínima pelos corredores dos hospi...