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Mensagens populares deste blogue

Mansidão

Braga, 5 de Maio de 2021 Embora tenha editado o poema, esta é a última edição guardada. Quero estar no meu quarto, (Porque eu adoro o meu quarto) E ter esta percepção genuína: Eu embrenhado na noite... Que trato! Apenas eu e a escuridão No meu quarto de ameias encerrado Sem janela nem modas apetrechado Movendo entre a mansidão. É um consolo que me assiste O estar aqui dentro sem haver lá fora Ser eu próprio, aqui e agora Onde a música religiosa atriste. Prelúdio para uma noite cerrada, Clarinete dentre o quarto hermético E musicalidade ao meu ouvido estético, A nada errante a sons prelada. Que seja esta religiosidade musical, Esta religiosidade latente aos meus ouvidos A primavera atonal dos meus sentidos E nem sempre estes versos avulsos capital. Recordar esta noite que me sustém... Carregada de breu, em tudo abaulada. Fora dos meus nervos, então desarranjada... Aconteceu-me a noite em Belém. E os guizos são outros, revelados. E faz crer que o quarto está a léguas Ainda que alta lassi...

ENO

Nineteen Century Man

Olha que eu perdi tudo que é mensagem do Cromeleque dos Danados, inclusive Maus Hálitos. Maus Hálitos estava tão bem. Foi numa noite em que fui aos Maus Hábitos e encontrei o Salgado à entrada do tugúrio: «Eu acho que aí é uma casa de banho» Entretanto, lembrei-me d'O Mapa. Era uma história caricata sobre um homem que foi na peugada do filho que escreveu uma carta em cujo subscrito constava um mapa. O homem até sonhou que viu o filho numa espécie de construção em argila em Jerusalém, inclusive que abordou Jesus no caminho do Calvário: «O teu filho tem imensa graça... Diz que não sou Deus; mas filho dele. Foi qualquer coisa que ouviu na escola» (...), pelo que o pai subiu um lanço de escadas para um apartamento, estava o filho degolado após se suicidar.