Vi À Porta da Eternidade de Julian Schnabel há uns tempos. A interpretação audaz de Willem Dafoe é primorosa. Todavia, Schnabel, artista completo que é, não se debruçou sobre o tormento de Vincent. Talvez que esteja a salvaguardar a memória dele. Ou talvez que Schnabel não seja humilde o suficiente para fazer compreender o tormento de Vincent. Porque - diga-se - é preciso uma bela dose de coragem para lancetar uma orelha. Vincent não é apenas paisagens com ciprestes. É todo um mundo interior. Sadness will last forever: parece que estou a imaginar o sofrimento aquando dessas noites de verdadeiro horror.
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