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Why ash regards hash

Que estás a fazer? - disse João ao entrar no meu quarto. 
Estava eu a compor o meu ambiente de trabalho com o primeiro álbum dos NEU! João era meu colega de apartamento quando estudei em Aveiro e após sair das Barrocas. Lembro-me que fora assim que nos apresentamos. «Estou a recriar o ambiente de trabalho» 
O quarto de João estava perpassado de estantes e discos de cima a baixo. Nessa fase eu estava à procura de terminar um trabalho. Pelos vistos encontrei uma imagem de uma parelhas de amigas japonesas a disparar uma objectiva para a objectiva que as captava. 
Isto passou-se.
Dias mais tarde, a Cátia requisitou a câmara do departamento para eu ir com o João em busca de indícios. Tratava-se de um segundo trabalho. Consistia apenas na ilustração de um som comparativamente a uma imagem captada. Eu e o Bruno ainda fomos no sentido de fotografar Aveiro. Todavia, nesse dia com o João foi algo engraçado. Eu estava a contar a peripécia da professora de Materias e Técnicas de Expressão Plástica quando telefonou ao Júlio Resende para lhe facilitar a vida. João sorriu de algum modo. «É a mesma professora que se questionou quando eu disse que era perfeccionista» 
Bem, seguimos caminho, não sem antes João subir um muro em busca de um tal indício: «Fui ver se estavam ali dois namorados na garagem»
Isto passou-se. 
Já num concerto dos Mão Morta, vi João numa barraca junto de outros compinchas, entre eles a Cátia. Eu estava um cacho. Momentos mais tarde, estive ali a conversar. Mas estava mais apagado que o habitual. Ainda vi o Lopes a partilhar um cálice de Porto com o amiguinho. Como tal, abordei a Cátia, que a essa hora estava responsável por um balcão: «Vi o Lopes a partilhar um cálice com o namorado». Achou-se a sorrir. Mais tarde, recordo-me, ausentei-me. Estava diante do palco a ouvir um set qualquer. Todavia, estava muito compenetrado, o suficiente para sentir uma mão resgatar-me: tratava-se da Cátia. Senti que era hora de ir embora.
Recordo que me afastei de um automóvel que nos levou a casa. 
Já dias mais tarde, decidi recomeçar a imagem da parelha de japonesas. 
Ocorreu-me portanto a descrição Why Ash regards Hash. Bruno meneava que estava bem. No Departamento, procurei Dulce. «Dulce, eu não tenho editor de imagem em casa; importas-te de corrigir este trabalho» 
O semblante dela parecia estranhar, ainda assim. «Pá, trata-se que não consegui tratar a imagem»
- Está óptimo! Why Ash Regards Hash. Imaginação fértil... - pelo que secundei quando riu. 

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