Isso era em Abrantes quando visitamos um castelo com santos num pano negro por fundo. Às tantas, fui filmar um homem a escavar o solo, andava o meu pai a viandar pressuroso diante da objectiva. Pelos vistos a minha mãe chamou-me para ver algo abaixo da balaustrada: «Frederico, anda cá. - Eu já estava a adivinhar - Andá cá, rápido. - Muito me ri quando vi o meu pai lá em baixo. «É o teu pai»
Não esqueço - até porque está em vídeo - estarmos hospedados numa pensão com vista para o centro da cidade. Era a câmara do Massa. Na noite anterior estava a fazer fosquinhas. Foi quando a minha mãe me passou a mão pelas cuecas e procurou beijar-me o rabo. Ou como abancamos à mesa de uma cozinha - não sem antes esperar na sala espaçosa e tecto abaulado - sempre com a câmara - enquanto estou ali à varanda a observar o trânsito a formigar - e pedir pão a uma senhora que nos serviu: «É o pão»

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