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A Recrudescência do Nariz

Estava um dia de sol abrasador. Três angolanos decidem fazer uma pausa após uma longa faxina num prédio em construção. «Puxa - diz o mais novo fazendo uma voluta na carapinha -, o calor tolhe... «É assim mesmo - atira o mais alto de peito anguloso e braços tonificados, acrescentando: Nunca ouviste dizer que o calor quando aperta faz crescer o nariz? «Isso é verdade? «É verdade, pois. Conheci um homem que morreu devido à recrudescência do nariz. Saiu de casa numa manhã ensolarada; passou em revista os jornais da região junto a uns bancos com outros cotas, e quando não é a surpresa, o nariz principiou a crescer diante dos olhos dele. «Isso diverte-me - principia o angolano mais retinto, emborcando de uma lata de cerveja Cuca. «Puxa - recomeça o mais novo recompondo a voluta na carapinha -, morreu devido à recrudescência do nariz? Acho isso bastante inverosímil. «Foda-se - asseverou o angolano do peito anguloso, atirando com os factos - É verdade! «Sim, é verdade - apoia o angolano retinto -, essa história é verosímil. Aposto que a reacção dos cotas foi de completo assombro: ver o nariz do gajo a crescer como uma pera com bicho. «Um gajo não morre devido à recrudescência do nariz; ou morre? «Oi - alardeou o angolano do peito anguloso - é verdade, ndengue! «É verdade, ndengue - corroborou o angolano mais retinto emborcando da lata. - É improvável mas possível. Neste somenos, os angolanos ouviram qualquer coisa a ceder: «Que é isso? - perguntaram em uníssono - quando, para espanto do mais novo, uma tábua o atinge de chofre na orelha. «Foda-se, a minha orelha! Tenho um lugar vazio no lugar da orelha! Tenho um lugar vazio no lugar da orelha! «Really? «A sério - exclama o mais novo num carpir -: a minha orelha! It's gone! Epá, por favor, ide procurar a minha orelha. «Ndengue, encontrei a tua orelha! - grita lá em baixo o angolano do peito anguloso num ardil. «Foda-se! - exclama ndengue. - Não é essa orelha; a minha tem um lápis!

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