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Querubim

O senhor Querubim estava a modos que a repousar na beira da cama após uma faxina copiosa pelo quarto. Neste somenos, adormeceu. Foi um viagem e tanto. Teresa de Jesus estava contrafeita. Nunca viu semelhante. «Tipo panão» O facto do senhor Querubim ter aspirado o seu quarto e esfregado o chão mesmo nos compartimentos contíguos, não oferecia ao leitor a verdadeira grandeza sobre o que ele sentia pelo trabalho. O tédio mortal corroía a sua alma jovem. E não menos importante as palavras de Teresa de Jesus: «Só lá vai com o pau de marmeleiro.» 
 - Acorda, malandrim. - Mas o senhor Querubim estava pespegado.
Até àquele momento o senhor Querubim estivera a sonhar. Nunca antes lhe havia sucedido semelhante. Sonhou que o mundo havia sucumbido a uma Peste. Vejamos, portanto, em que sonha o senhor Querubim. O senhor Querubim estava a passear pela cercania quando se acercou de um muro alto. Esse murro alto ladeava um terreno baldio para uma via férrea. Ao descer por uma escadas íngremes através desse muro, constatou que havia uma fonte em pedra desbravada no solo. Continuou por um caminho deprimido, deparando-se com a via férrea do outro lado de uma cerca alta para eventuais suicidas. E ali permaneceu, observando os comboios passar. À medida que os comboios passavam, apercebeu-se que as pessoas eram levadas para o confim. As pessoas estavam debilitadas, soltavam uivos desesperados, e Querubim permanecia impávido. Porém, algo o despertou daquela sensação algo trágica de abandono. Por cima da sua cabeça, debruçada sobre o muro, Teresa de Jesus chamava por ele por meio de trejeitos com um pau de marmeleiro. «Vamos ser trucidados!» - disse, à medida que é confrangido pelo vento. - Ó homem, acorda. Estás maluquinho? É açorda! Estava a olhar para ti. Que jeito!


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