quinta-feira, 5 de março de 2026

Ode ao cigarro

É tanta a maleita que me atormenta, 
Tanto assombro que me assola 
Tanto bicho que me estiola... 
Que nada mais me atenta. 

Decido pois fumar... 
Isto, para me prodigalizar - 
Para sair da apoquentação: 
Único alento nesta hora de pasmar... 

A dor é muita e não há purgante 
Senão este café matinal
 - Ou, por um caminho atonal - 
Um lixado de um cigarro possante. 

E este cigarro já morreu... 
É então que atento o Torniquete... 
Já o vislumbro, já o adivinho... 
Já me assola feito gato selvagem que me ataca de mansinho. 

Todas as manhãs me dirijo lá 
Numa pequena viagem de paquete. 
A chávena desliza na mesa e a sensação de desamparo insiste. 
É ela, a dor triste... 

To be continued... 
- Ou não se chama ode

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