Tanto assombro que me assola
Tanto bicho que me estiola...
Que nada mais me atenta.
Decido pois fumar...
Isto, para me prodigalizar -
Para sair da apoquentação:
Único alento nesta hora de pasmar...
A dor é muita e não há purgante
Senão este café matinal
- Ou, por um caminho atonal -
Um lixado de um cigarro possante.
E este cigarro já morreu...
É então que atento o Torniquete...
Já o vislumbro, já o adivinho...
Já me assola feito gato selvagem que me ataca de mansinho.
Todas as manhãs me dirijo lá
Numa pequena viagem de paquete.
A chávena desliza na mesa e a sensação de desamparo insiste.
É ela, a dor triste...
To be continued...
- Ou não se chama ode
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