Estou a tentar processar o que ocorreu nestas duas últimas semanas. Estou em crer que nada. Têm sido dias de inércia. Tão pouco fui caminhar. No estado desassossegado em que estou, nem sair de casa... Lembro-me que há um mês fui a uma consulta na psicóloga; da viagem aos antípodas que eu fiz - e da sensação algo atribulada que senti depois de semanas imerso: como se a luz da cidade se abrisse em dois. É extraordinário porque o tempo às vezes não é mais estático. Muito singular. Não estou propriamente a divagar, até porque li sobre esse aspecto particular algures. Entretanto, e porque tinha assuntos a tratar, fui no autocarro para o lado mais longe da cidade. Foram provavelmente duas horas de viagem, entre resolver o que havia para resolver, retomar a viagem e voltar para casa. Foi quando me apercebi que estávamos em hora de regressos, mesmo ao final do dia. Eu sentia surpreso o fervilhar da cidade. Sentia, enfim, uma espécie de gozo. Como num carrossel. Cheguei em casa e foi como se tivesse agigantado, tal a benesse das propriedades da luz. Para me afunilar em casa e no escuro. Desde então nada tenho feito. Uma inércia abate-se sobre mim. Em quinze dias encerrado no meu subterrâneo nada de produtivo teve evento.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
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