Sonhei que as pessoas entravam subitamente em pânico; que os automóveis chocavam entre si no trânsito após tomar vida. Sonhei que o pânico geral se deveu à descoberta de uma máquina do tempo. Quis experimentar, e aterrei em casa do Bruno dos Santos em Setembro de 2002. Era uma sucessão inverosímil de eventos, em que todos se perpetuavam ao evitar a morte. Quando fiquei diante do Bruno, este interpelou-me sem grande entusiasmo, como se já adivinhasse a minha real pretensão. Estava esquelético ao abarcá-lo nos braços. «Pareces Cristo, homem» Estava ele em casa da minha tia Arlete, e parecia conviver com a minha família, conquanto a magreza. O seu aposento era no quarto do meu primo Fernando. Ao deparar-me com ele, interpelou «Hei» pouco conciliador. Parecia dizer que perdi a esperança... e a vergonha na cara.
Estava aos saltos em cima da cadeira.
- Eu acho que não é assim, Bruno.
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