terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Torpor

Momentos há que sinto o Torpor 
Na imensidão da noite que me estiola:
Onde só atriste os acordes da viola -
Noites que me deixam sem dispor.

Só fumar prejudica-me a lucidez...
É uma constante que me deixa absorto,
Débil e desterrado como um morto
Em noites alumiadas e sem tez.

Logo me deito com o descorforto da alma,
Mal me contendo da sensação malsã.
Todo eu me surto quedo e sem amanhã
Que este poema que escrevo acalma.


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