Eis um clássico que inspirou a minha juventude. Uma iniciação à vida de melómano, como diria ENO em relação ao primeiro trabalho deles. Lembro-me de ouvir uma versão ao vivo de Sister Ray dos Joy Division e querer este álbum. Cada álbum conta uma história: o alinhamento é sempre muito importante.
Não podia deixar de ser, não é? Sou um chato. Mas sem esta preciosidade, hoje estaria a contar tijolos. Comprei este álbum pouco depois do ingresso em Aveiro. O meu disco mais que dilecto; o Pet Sounds do século XXI. Ele e a sua melódica.
A primeira vez que ouvi estava no intervalo de uma daquelas aulas atípicas antes das férias, com o vai e vem do pessoal pelos corredores. É sempre importante relembrar a primeira referência musical aquando da minha adolescência.
Deixo-vos com esta obra-prima do rock progressivo alemão dos meados de '70. Teria muito para contar; é uma longa história. Lembro-me quando me deparei com este álbum - estávamos em 2001 - estando eu a folhear o P3 -, na primeira grande reedição. Desde então não me separei dele nem dos restantes. Sim, é possível que seja a minha primeira grande influência. Daí, a minha dilecção por tudo o que seja academia alemã.

Sou chatinho, eu sei. Eis o meu grande fascínio depois do seu primeiro grande álbum. Lembro-me que vi um filme bem engraçado do Nanni Moretti com banda sonora de Before and After Science. Porra, eu estava a ouvir Julie With num filme do Nanni Moretti.
O meu primeiro álbum dos Joy Division. Teria 19 anos de idade, pouco antes de aceder em Aveiro. Eu e os outros entramos no Bragashopping apenas no intuito de comprar numa dessas lojas poeirentas do segundo piso. Quem conhece o Bragashopping há-de achar piada.
Haveria de ser, né? Que ousadia... Quando jovem, este foi uma surpreendente descoberta. Era qualquer coisa de muito onírico. Também foi aquando do meu ingresso em Design. Foi numa fase muito bonita da minha vida. Imaginem este álbum quando entrou na minha vida. Eu já havia encontrado todos os álbum synth-pop da minha dilecção. Andava eu enamorado com Substance.
Estava eu com a Joana no Porto quando decidimos passar na fnac de Santa Catarina. História curiosa, esta. Estávamos ali a ver todos aqueles artigos preciosos quando me deparei com este álbum na categoria Rock Progressivo. «Joana, empresta-me dinheiro?»
- Por amor de Deus, Freddy - ela sabia que eu estava apenas a impingir dinheiro ao invés de um mero empréstimo. - Eu não sou a tua mãe.
Fomos portanto ouvir no auscultador. «Não sei se gosto».
- Gosto eu. É incrível e o mais arrojado dos três. Emprestas?
Lembram-se de eu ter referido que ouvir um álbum na íntegra é fundamental? Pois bem, nunca tive a oportunidade de comprar este - continua lá no carrinho de compras da CDGo. Sim, nunca o ouvi de uma assentada para muita pena minha - e no entanto, é a minha banda favorita. Sim, nunca o ouvi no claro-escuro da noite. Mas influenciou-me sobremaneira. 21 de Junho está a caminho.








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