Pior só a casa sem telhado do Candimba na Buraca. Eu estava a ver o céu. Uma altura estávamos num snack bar quando o filho mais velho principiou um fado. Pelos vistos o irmão estava ansioso e apertou um cálice que estilhaçou na mão. «Então vocês fazem esta desfeita diante do António e do filho?» Lembro-me perfeitamente quando atracamos na Buraca. Andávamos à procura do Armando era noite. Pelos vistos, o Armando surgiu numa scooter. «Meu amigo! Há tanto tempo» António? E abraçaram-se fraternalmente. Lembro-me que aquele abraço nada se coadunava.
Braga, 5 de Maio de 2021 Embora tenha editado o poema, esta é a última edição guardada. Quero estar no meu quarto, (Porque eu adoro o meu quarto) E ter esta percepção genuína: Eu embrenhado na noite... Que trato! Apenas eu e a escuridão No meu quarto de ameias encerrado Sem janela nem modas apetrechado Movendo entre a mansidão. É um consolo que me assiste O estar aqui dentro sem haver lá fora Ser eu próprio, aqui e agora Onde a música religiosa atriste. Prelúdio para uma noite cerrada, Clarinete dentre o quarto hermético E musicalidade ao meu ouvido estético, A nada errante a sons prelada. Que seja esta religiosidade musical, Esta religiosidade latente aos meus ouvidos A primavera atonal dos meus sentidos E nem sempre estes versos avulsos capital. Recordar esta noite que me sustém... Carregada de breu, em tudo abaulada. Fora dos meus nervos, então desarranjada... Aconteceu-me a noite em Belém. E os guizos são outros, revelados. E faz crer que o quarto está a léguas Ainda que alta lassi...
Comentários
Enviar um comentário